sexta-feira, 24 de outubro de 2014

EXU


Exu
Ele é o guardião dos caminhos, soldado dos Pretos-velhos e Caboclos, emissário entre os homens e os Orixás, lutador contra o mau, sempre de frente, sem medo, sem mandar recado.

Exu, termo originário do idioma Yorubá, da Nigéria, na África, divindade afro e que representa o vigor, a energia que gira em espiral. No Brasil, os Senhores conhecidos como Exus, por atuarem no mistério cuja energia prevalente é Exu, e tanto assim, em todo o resto do mundo são os verdadeiros Guardiões das pilastras da criação. Preservando e atuando dentro do mistério Exu.

Verdadeiros cobradores do carma e responsáveis pelos espíritos humanos caídos representam e são o braço armado e a espada divina do Criador nas Trevas, combatendo o mal e responsáveis pela estabilidade astral na escuridão. Senhores do plano negativo atuam dentro de seus mistérios regendo seus domínios e os caminhos por onde percorre a humanidade.

Em seus trabalhos Exu corta demandas, desfaz trabalhos e feitiços e magia negra, feitos por espíritos malignos. Ajudam nos descarregos e desobsessões retirando os espíritos obsessores e os trevosos, e os encaminhando para luz ou para que possam cumprir suas penas em outros lugares do astral inferior.

Seu dia é a Segunda-feira, seu patrono é Santo Antônio, em cuja data comemorativa tem também sua comemoração. Sua bebida ritual é a cachaça, mas não é permitido o uso de cachaça para ser ingerida dentro do terreiro durante as sessões, para este fim, cada um tem a sua preferência.

Sua roupa, quando lhe é permitido usá-la tem as cores preta e vermelha, podendo também ser preta e branca, ou conter outras cores, dependendo da irradiação a qual correspondem. Completa a vestimenta o uso de cartolas (ou chapéus diversos), capas, véus, e até mesmo bengalas e punhais em alguns casos.

A roupagem fluídica dos Exus varia de acordo com o seu grau evolutivo, função, missão e localização. Normalmente, em campos de batalhas, eles usam o uniforme adequado. Seu aspecto tem sempre a função de amedrontar e intimidar. Suas emanações vibratórias são pesadas, perturbadoras. Suas irradiações magnéticas causam sensações mórbidas e de pavor.

É claro que em determinados lugares, eles se apresentarão de maneira diversa. Em centros espíritas, podem aparecer como "guardas". Em caravanas espirituais, como lanceiros. Já foi verificado que alguns se apresentam de maneira fina: com ternos, chapéus, etc.

Eles têm grande capacidade de mudar a aparência, podem surgir como seres horrendos, animais grotescos, etc.

Às vezes temido, às vezes amado, mas sempre alegre, honesto e combatente da maldade no mundo, assim é Exu.

A maneira dos Exus atuarem, às vezes nos choca, pois achamos que eles devem ser caridosos, benevolentes, etc. Mas, como podemos tratar mentes transviadas no mal? Os exus usam as ferramentas que sabem usar: a força, o medo, as magias, as capturas, etc. Os métodos podem parecer, para nós, um pouco sem "amor", mas eles sabem como agir quando necessitam que a Lei chegue às trevas.

Eles ajudam aqueles que querem retornar à Luz, mas não auxiliam aqueles que querem "cair" nas trevas. Quando a Lei deve ser executada, Eles a executam da melhor maneira possível doa a quem doer.

Os exus, como executores da Lei e do carma, esgotam os vícios humanos, de maneira intensiva. Às vezes, um veneno é combatido com o próprio veneno, como se fosse a picada de uma cobra venenosa. Assim, muitos vícios e desvios, são combatidos com eles mesmos.

A Lei é sempre justa, às vezes somente um tratamento de choque remove um espírito do mau caminho. E são os exus que aplicam o antídoto para os diversos venenos.

Os Exus estão ligados de maneira intensiva com os assuntos terra-a-terra. Quando a Lei permite, Eles atendem aos diversos pedidos materiais dos encarnados.

Os três tipos de Exu

EXU PAGÃO: é aquele que não sabe distinguir o bem do mal, trabalha para quem pagar mais. Não é confiável, pois se pego, é castigado pelas falanges do Bem, então se volta contra quem o mandou.

EXU BATIZADO: é todo aquele que já conhece o Bem e o Mal, praticando os dois conscientemente, são os capangueiros ou empregados das entidades, a cujo serviço, e evoluem na prática do bem, porém conservando suas forças de cobrança.


EXU COROADO: é aquele que após grande evolução como empregado das Entidades do Bem, recebem por mérito, a permissão de se apresentarem como elementos das linhas positivas, Caboclos, Pretos Velhos, Crianças, Oguns, Xangôs e até como Senhoras. Seriam os Guardiões, Chefes de falange.

Diferença entre as Ciganas e a Pomba Gira Ciganas


Os Ciganos trabalham em todos os “lugares”, são livres para trabalhar e precisam dessa liberdade para sua evolução.
Os Ciganos não trabalham a serviço de um Orixá específico, eles respeitam os Pais e Mães Divinas dos médiuns, por isso não são guardiões de um terreiro. Essa linha trabalha em paralelo e conjugada com as demais, onde o seu compromisso primeiro é com a caridade e não com nenhuma outra linha específica.
Os Ciganos são protetores e não guardiões.
Podem trabalhar dentro da linha de Exu porém sem função de chefia e de guarda.
Já os Exus Ciganos e Pomba Giram Ciganas são Exus e Pomba Gira como outros quaisquer, exercendo todas as funções que qualquer Exu e Pomba Gira exercem.
Em resumo: Cigano é uma coisa, Exu Cigano é outra. Eles têm funções diferentes, embora a mesma origem cigana. Os Ciganos se manifestam nos terreiros de Umbanda, justamente por ela ser uma religião aberta e dar liberdade para qualquer linha de trabalho que venha fazer caridade.
Por serem muito alegres, os médiuns começaram a se fascinar e ter excesso de culto por essa Linha. Aí começaram as vaidades, as roupas enfeitadas, bebidas, fumos, danças, firmezas, assentamentos, jogos em casa ou até mesmo no terreiro, e assim, infelizmente, muitos espíritos que ainda estavam em “desenvolvimento” para ingressar nessa Linha se perderam junto com os médiuns, e hoje podemos ver os absurdos que são feitos usando o nome de entidades de luz.
Lembrem sempre que todas as entidades são iguais, trabalham juntas em um único objetivo, a Caridade.
Pensem: a árvore para dar frutos e sombra precisa da água para germinar a terra, da terra para poder se fixar, ter um porto seguro e poder ter vida, do vento para espalhar suas sementes e assim formar uma mata, do calor do sol para o crescimento das sementes.
Agora vou mostrar como isso funciona dentro de um terreiro de Umbanda.
O médium precisa de um(a) dirigente espiritual para ajudá-lo a se desenvolver, do terreiro como um porto seguro para incorporar as entidades, de estar harmonizado com o alto para expandir a caridade, de estar equilibrado para doar energia e poder ajudar uma pessoa necessitada.
Cuidado:
Tudo em excesso pode ser destruidor.
Se há amor em excesso, há ciúmes e possessão,
Se há ódio, há morte,
Se há fascinação, há vaidade,
Se há alegria em excesso, há inveja,
Se há tristeza em excesso, há depressão,
Se há culto em excesso, há fanatismo.
É preciso que tudo na vida esteja bem equilibrado, e o equilíbrio tem um nome que se chama Umbanda. Umbanda é a paz interior, é fazer caridade ao desconhecido, é o amor pela vida e pelo próximo. Umbanda é luz, vida e amor.




CIGANAS
As Ciganas são muito queridas nas giras desta linha,e são entidades livres, que não costumam baixar em giras que não sejam específicas do seu Povo Cigano.
A Ciganas dançam de forma suave, sem muitas volta, sorriem sempre, mas não costumam gargalhar como as Pomba Giras.
Adoram conversar, ler mãos e jogar cartas…
Estão sempre dando palavras de conforto e de esperança, pois elas conhecem a vida como ninguém.
Os Ciganos trabalham com os quatro elementos da natureza: terra, água, ar e fogo.
Nem sempre esses elementos são usados de uma só vez, não precisam diretamente dos mesmos, podem plasmá-los perfeitamente usando o ectoplasma do médium.
Para um Cigano poder trabalhar em prol da caridade não é necessário um baralho, uma taça de vinho, ou qualquer outro elemento. Eles podem usar e usam elementos da natureza em alguns trabalhos, entretanto, quando estão incorporados nos médiuns, a energia de trabalho e o próprio corpo do médium limitam a visão e o campo de ação da entidade.

POMBA-GIRA, A GUARDIÃ:
Entidades que se manifestam nos cultos de matriz africana, as Pomba Giras são personagens bastante populares. Tanto as Pombas Giras quanto os Exus representam nossos bons companheiros, velhos “compadres e comadres” sempre prontos a nos ajudar. Também são conhecidas como vencedoras de demandas, das guerras, mulheres cheias de méritos que em seus pontos cantados sempre levam um tom sensual.
A Pomba Gira é a geradora do desejo, fundamental em nossas vidas, e pode ser ativada tanto para ajudar como para diminuir em determinada pessoa, de acordo com a necessidade que for demonstrada.
A morada das Pombas Giras está nas encruzilhadas em forma de T e cemitérios. Costumam trabalhar com a parte etérea das bebidas alcoólicas como aguardente, rum, whisky, licores e champanhe.
A Pomba Gira é uma entidade que está bem próximos a nós, encarnados; possuiu uma vida no passado que lhes permitem auxiliar nas áreas mais difíceis para as pessoas comuns: a vida emocional, o amor e a felicidade. Elas têm acesso às dimensões mais próximas do mundo da Natureza: os instintos, as aspirações e os desejos. O mais importante é compreendermos que são espíritos em busca de evolução, por isso, trabalham SEMPRE PRATICANDO O BEM, pois só assim poderão subir os degraus da ascensão espiritual.

Os grupos dos nossos amigos guardiões que mais se destacam nos terreiros, a falange do “Povo da Rua”, como carinhosamente são chamados esses espíritos amigos que sempre estão a postos para o caso de um pedido de ajuda, geralmente se divide em Exus e Pombas Giras das encruzilhadas, do cemitério e da natureza. É comum o uso de preto e vermelho para os exus e pombas-gira.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

HISTÓRIA DOS EXU CAVEIRAS

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HISTÓRIA DO EXU TATÁ CAVEIRA

Antes de ser uma entidade, Tatá Caveira viveu na terra física, assim como todos nós. Acreditamos que nasceu em 670 D.C., e viveu até dezembro de 698, no Egito, ou de acordo com a própria entidade, "Na minha terra sagrada, na beira do Grande Rio". Seu nome era Próculo, de origem Romana, dado em homenagem ao chefe da Guarda Romana naquela época.

Próculo vivia em uma aldeia, fazendo parte de uma família bastante humilde. Durante toda sua vida, batalhou para crescer e acumular riquezas, principalmente na forma de cabras, camelos e terras. Naquela época, para ter uma mulher era necessário comprá-la do pai ou responsável, e esta era a motivação que levou Próculo a batalhar tanto pelo crescimento financeiro. Próculo viveu de fato uma grande paixão por uma moça que fora criada junto com ele desde pequeno, como uma amiga. Porém, sua cautela o fez acumular muita riqueza, pois não queria correr o risco de ver seu desejo de união recusado pelo pai da moça. O destino pregou uma peça amarga em Próculo, pois seu irmão de sangue, sabendo da intenção que Próculo tinha com relação à moça, foi peça chave de uma traição muito grave. Justamente quando Próculo conseguiu adquirir mais da metade da aldeia onde viviam, estando assim seguro que ninguém poderia oferecer maior quantia pela moça, foi apunhalado pelas costas pelo seu próprio irmão, que comprou-a horas antes. De fato, a moça foi comprada na noite anterior à manhã que Próculo intencionava concretizar seu pedido.

Ao saber do ocorrido, Próculo ficou extremamente magoado com seu irmão, porém o respeitou pelo fato ser sangue do seu sangue. Seu irmão, apesar de mais velho, era muito invejoso e não possuía nem metade da riqueza que Próculo havia acumulado. A aldeia de Próculo era rica e próspera, e isto trazia muita inveja a aldeias vizinhas. Certo dia, uma aldeia próxima, muito maior em habitantes, porém com menos riquezas, por ser afastada do Rio Nilo, começou a ter sua atenção voltada para a aldeia de Próculo. Uma guerra teve início. A aldeia de Próculo foi invadida repentinamente, e pegou todos os habitantes de surpresa. Estando em inferioridade numérica, foram todos mortos, restando somente 49 pessoas. Estes 49 sobreviventes, revoltados, se uniram e partiram para a vingança, invadindo a aldeia inimiga, onde estavam mulheres e crianças. Muitas pessoas inocentes foram mortas neste ato de raiva e ódio. No entanto, devido à inferioridade numérica, logo todos foram cercados e capturados. Próculo, assim como seus companheiros, foi queimado vivo. No entanto, a dor maior que Próculo sentiu "não foi a do fogo, mas a do coração", pela traição que sofreu do próprio irmão, que agora queimava ao seu lado.Esta foi a origem dos 49 exus da linha de Caveira, constituída por todos os homens e mulheres que naquele dia desencarnaram. Entre os exus da linha de Caveira, existem: Tatá Caveira, João Caveira, Zé Caveira, Caveirinha, Rosa Caveira, Dr. Caveira (7 Caveiras), Quebra-Osso, entre muitos outros. Por motivo de respeito, não será indicado aqui qual exu da linha de Caveira foi o irmão de Tatá enquanto vivo.

Como entidade, o Chefe-de-falange Tatá Caveira é muito incompreendido, e tem poucos cavalos. São raros os médiuns que o incorporam, pois tem fama de bravo e rabugento. No entanto, diversos médiuns incorporam exus de sua falange. Tatá é brincalhão, ao mesmo tempo sério e austero. Quando fala algo, o faz com firmeza e nunca na dúvida. Tem temperamento inconstante, se apresentando ora alegre, ora nervoso, ora calmo, ora apressado, por isso é dado por muitos como louco. No entanto, Tatá Caveira é extremamente leal e amigo, sendo até um pouco ciumento. Fidelidade é uma de suas características mais marcantes, por isso mesmo Tatá não perdoa traição e valoriza muito a amizade verdadeira. Considera a pior das traições a traição de um amigo.Em muitas literaturas é criticado, e são as poucas as pessoas que têm a oportunidade de conhecer a fundo Tatá Chefe-de-falange. O cavalo demora a adquirir confiança e intimidade com este exu, pois é posto a prova o tempo todo.

No entanto, uma vez amigo de Tatá Caveira, tem-se um amigo para o resto da vida. Nesta e em outras evoluções


EXU CAVEIRA

Sou exu, assentado nas forças do Sagrado Omulu e sob sua irradiação divina trabalho. Fui aceito pelo Divino Trono Mehor-yê e nomeado Exu a mais ou menos dois milênios, depois de minha última passagem pela terra, a qual fui um pecador miserável e desencarnei amarrado ao ódio, buscando a vingança, dando vazas ao meu egoísmo, vaidade e todos os demais vícios humanos que se possa imaginar.

Fui senhor de um povoado que habitava a beira do grande rio sagrado. Nossa aldeia cultuava a natureza e inocentemente fazia oferendas cruéis de animais e fetos humanos. Até que minha própria mulher engravidou e o sumo sacerdote, decidiu que a semente que crescia no ventre de minha amada, devia ser sacrificada, para acalmar o deus da tempestade. Obviamente eu não permiti que tal infortúnio se abatesse sobre minha futura família, até porque se tratava do meu primeiro filho. Mas todo o meu esforço foi em vão. Em uma noite tempestuosa, os homens da aldeia reunidos, invadiram minha tenda silenciosamente, roubaram minha mulher e a violentaram, provocando imediato aborto e com o feto fizeram a inútil oferenda no poço dos sacrifícios. Meu peito se encheu de ódio e eu nada fiz para conte-lo. Simplesmente e enquanto houve vida em mim, eu matei um por um dos algozes de minha esposa inclusive o tal sacerdote.

Passei a não crer mais em deuses, pois o sacrifício foi inútil. Tanto que meu povoado sumiu da face da terra, soterrado pela areia, tamanha foi a fúria da tempestade. Derrepente o que era rio virou areia e o que areia virou rio. Mas meu ódio persistia. Em meus olhos havia sangue e tudo o que eu queria era sangue. Sem perceber estava sendo espiritualmente influenciado pelos homens que matei, que se organizaram em uma trevosa falange a fim de me ver morto também. O sacerdote era o líder. Passei então a ser vítima do ódio que semeei.
Sem morada e sem rumo, mas com um tenebroso exército de homens odiosos, avançamos contra várias aldeias e povoados, aniquilando vidas inocentes e temerosamente assombrando todo o Egito antigo. Assim invadimos terras e mais terras, manchamos as sagradas águas do Nilo de sangue, bebíamos e nos entregávamos às depravações com todas as mulheres que capturávamos. Foi uma aventura horrível. Quanto mais ódio eu tinha, mais eu queria ter. Se eu não podia ter minha mulher, então que nenhum homem em parte alguma poderia ter. Entreguei-me a outros homens, mas ao mesmo tempo violentava bruscamente as mulheres. As crianças, lamentavelmente nós matávamos sem piedade. Nosso rastro era de ódio e destruição completos. Até que chegamos aos palácios de um majestoso faraó, que também despertava muito ódio em alguns dos mais interessados em destruí-lo, pois os mesmos não concordavam com sua doutrina ou religião. Eis que então fomos pagos para fazer o que tínhamos prazer em fazer, matar o faraó.

Foi decretada então a minha morte. Os fiéis soldados do palácio, que eram muito numerosos, nos aniquilaram com a mesma impiedade que tínhamos para com os outros. Quem com ferro fere, com ferro será ferido. Isto coube na medida exata para conosco.

Parti para o inferno. Mas não falo do inferno ao quais os leitores estão acostumados a ouvir nas lendas das religiões efêmeras que pregam por aí. O inferno a que me refiro é o inferno da própria consciência. Este sim é implacável. Vendo meu corpo inerte, atingido pelo golpe de uma espada, e sangrando, não consegui compreender o que estava acontecendo. Mas o sangue que jorrava me fez recordar-me de todas as minhas atrocidades. Olhei todo o espaço ao meu redor e tudo o que vi foram pessoas mortas. Tudo se transformou derrepente. Todos os espaços eram preenchidos com corpos imundos e fétidos, caveiras e mais caveiras se aproximavam e se afastavam. Naquele êxtase, cai derrotado. Não sei quanto tempo fiquei ali, inerte e chorando, vendo todo aquele horror.

Tudo era sangue, um fogo terrível ardia em mim e isso era ainda mais cruel. Minha consciência se fechou em si mesma. O medo se apossou de mim, já não era mais eu, mas sim o peso de meus erros que me condenava. Nada eu podia fazer. As gargalhadas vinham de fora e atingiam meus sentidos bem lá no fundo. O medo aumentava e eu chorava cada vez mais. Lá estava eu, absolutamente derrotado por mim mesmo, pelo meu ódio cada vez mais sem sentido. Onde estava o amor com que eu construí meu povoado? Onde estavam meus companheiros? Minha querida esposa? Todos me abandonaram. Nada mais havia a não ser choro e ranger de dentes. Reduzi-me a um verme, jogado nas trevas de minha própria consciência e somente quem tem a outorga para entrar nesta escuridão é que pode avaliar o que estou dizendo, porque é indescritível. Recordar de tudo isto hoje já não me traz mais dor alguma, pois muito eu aprendi deste episódio triste de minha vida espiritual.

Por longos anos eu vaguei nesta imensidão escura, pisoteado pelos meus inimigos, até o fim das minhas forças. Já não havia mais suspiro, nem lágrimas, nem ódio, nem amor, enfim nada que se pudesse sentir. Fui esgotado até a última gota de sangue, tornei-me um verme. E na minha condição de verme, eu consegui num último arroubo de minha vil consciência pedir socorro a alguém que pudesse me ajudar. Eis que então, depois de muito clamar, surgiu um alguém que veio a tirar-me dali, mesmo assim arrastado. Recordo-me que estava atado a um cavalo enorme e negro e o cavaleiro que o montava assemelhava-se a um guerreiro, não menos cruel do que fui. Depois de longa jornada, fui alojado sobre uma pedra. Ali me alimentaram e cuidaram de mim com desvelo incompreensível. Será que ouviram meus apelos? Perguntava-me intimamente. Sim claro, senão ainda estaria lá naquele inferno, respondia-me a mim mesmo. “–Cale-se e aproveite o alvitre que vosso pai vos concedeu.”- Disse uma voz vinda não sei de onde. O que eu não compreendi foi como ele havia me ouvido, já que eu não disse palavra alguma, apenas pensei, mas ele ouviu. Calei-me por completo.

Por longos e longos anos fiquei naquela pedra, semelhante a um leito, até que meu corpo se refez e eu pude levantar-me novamente. Apresentou-se então o meu salvador. Um nobre cavaleiro, armado até os dentes. Carregava um enorme tridente cravado de rubis flamejantes. Seu porte era enorme. Longa capa negra lhe cobria o dorso, mas eu não consegui ver seu rosto.

– Não tente me olhar imbecil, o dia que te veres, verás a mim, porque aqui todos somos iguais.

Disse o homem em tom severo. Meu corpo tremia e eu não conseguia conter, minha voz não saia e eu olhava baixo, resignando-me perante suas ordens.

- Fui ordenado a conduzir-lhe e tenho-te como escravo. Deves me obedecer se não quiser retornar àquele antro de loucos que estavas. Siga minhas instruções com atenção e eu lhe darei trabalho e comida. Desobedeça e sofrerás o castigo merecido.

- Posso saber seu nome, nobre senhor?

- Por enquanto não, no tempo certo eu revelarei, agora - se cale, vamos ao nosso primeiro trabalho.

- Esta bem.

Segui o homem. Ele a cavalo e eu corria atrás dele, como um serviçal. Vagamos por aqueles lugares sujos e realizamos várias tarefas juntos. Aprendi a manusear as armas, que me foram dadas depois de muito tempo. Aos poucos meu amor pela criação foi renascendo. As várias lições que me foram passadas me faziam perceber a importância daqueles trabalhos no astral inferior. Gradativamente fui galgando os degraus daquele mistério com fidelidade e carinho. Ganhei a confiança de meu chefe e de seus superiores. Fui posto a prova e fui aprovado. Logo aprendi a volitar e plasmar as coisas que queria. Foram anos e anos de aprendizado. Não sei contar o tempo da terra, mas asseguro que menos de cem anos não foram.
Foi então que numa assembléia repleta de homens iguais ao meu chefe, eu fui oficialmente nomeado Exu. Nela eu me apresentei ao Senhor Omulu e ao divino trono de Mehor-yê, assumindo as responsabilidades que todo Exu deve assumir se quiser ser exu.

- Amor a Deus e às suas leis;
- Amor à criação do Pai e a todas as suas criaturas;
- Fidelidade acima de tudo;
- Compreensão e estudo, para julgar com a devida sabedoria;
- Obedecer às regras do embaixo, assim como as do encima;

E algumas outras regras que não me foi permitido citar, dada a importância que elas têm para todos os Exus.

A principio trabalhei na falange de meu chefe, por gratidão e simpatia. Mas logo surgiu-me a necessidade de ter minha própria falange, visto que os escravos que capturei já eram em grande número. Por esta mesma época, aquele antigo sacerdote, do meu povoado, lembra-se? Pois é, ele reencarnou em terras africanas e minha esposa deveria ser a esposa dele, para que a lei se cumprisse. Vendo o panorama do quadro que se formou, solicitei imediatamente uma audiência com o Divino Omulu e com O Senhor Ogum – Megê e pedi que intercedessem para que eu pudesse ser o guardião de meu antigo algoz. Meu pedido foi atendido. Se eu fosse bem sucedido poderia ter a minha falange. Assim assumi a esquerda do sacerdote, que, na aldeia em que nasceu, foi preparado desde menino para ser o Babalorixá, em substituição ao seu pai de sangue. A filha do babalawo era minha ex-esposa e estava prometido ao seu antigo algoz. Assim se desenvolveu a trama que pôs fim às nossas diferenças. Minha ex-mulher deu a luz a vinte e quatro filhos e todos eles foram criados com o devido cuidado. Muito trabalho eu tive naquela aldeia. Até que as invasões e as capturas e o comércio de negros para o ocidente se fizeram. Os trabalhos redobraram, pois tínhamos que conter toda a revolta e ódio que emanava dos escravos africanos, presos aos porões dos navios negreiros.

Mas meu protegido já estava velho e foi poupado, porém seus filhos não, todos foram escravizados. Mas era a lei e ela deveria ser cumprida.

Depois de muito tempo uma ordem veio do encima: “Todos os guardiões devem se preparar, novos assentamentos serão necessários, uma nova religião iria nascer, o que para nós era em breve, pois não sei se perceberam, mas o tempo espiritual é diferente do tempo material. Preparamo-nos, conforme nos foi ordenado. Até que a Sagrada Umbanda foi inaugurada. Então eu fui nomeado Guardião à esquerda do Sagrado Omulu-yê e então pude assumir meu trono, meu grau e meus degraus. Novamente assumi a obrigação de conduzir meu antigo algoz, que hoje já está no encima, feito meritóriamente alcançado, devido a todos os trabalhos e sacrifícios feitos em favor da Umbanda e do bem.

Hoje, aqui de meu trono no embaixo, comando a falange dos Exus Caveira e somente após muitos e muitos anos eu pude ver minha face em um espelho e notei que ela é igual à de meu tutor querido o Grande Senhor Exu Tatá Caveira, ao qual devo muito respeito e carinho. Não confundam Exu Caveira, com Exu Tatá Caveira, os trabalhos são semelhantes, mas os mistérios são diferentes. Tatá Caveira trabalha nos sete campos da fé; Exu caveira trabalha nos mistérios da geração na calunga, porque é lá que a vida se transforma, dando lugar à geração de outras vidas, mas não se esqueçam que há sete mistérios dentro da geração, principalmente a Lei Maior, que comanda todos os mistérios de qualquer Exu. Onde há infidelidade ou desrespeito para com a geração da vida ou aos seus semelhantes, Exu Caveira atua, desvitalizando e conduzindo no caminho correto, para que não caiam nas presas doloridas e impiedosas do Grande Lúcifer-Yê, pois não desejo a ninguém um décimo do que passei. Se vossos atos forem bons e louváveis perante a geração e ao Pai Maior, então vitalizamos e damos forma a todos os desejos de qualquer um que queira usufruir dos benefícios dos meus mistérios. De qualquer maneira, o amor impera, sim o amor, e por que Exu não pode falar de amor? Ora se foi pelo amor que todo Exu foi salvo, então o amor é bom e o respeito a ele conserva-nos no caminho. Este é o meu mistério. Em qualquer lugar da calunga, pratique com amor e respeito a sua religião e ofereça velas pretas, vermelhas e roxas, farofa de pinga com miúdos de boi. Acenda de um a sete charutos, sempre em números ímpares e aguardente. De acordo com o número de velas, se acenderem sete velas, assente sete copos e sete charutos, assim por diante. Agrupe sempre as velas da mesma cor juntas e forme um triângulo com o vórtice voltado para si, as velas roxas no vórtice, as pretas à esquerda e as vermelhas à direita, simbolizando a sua fidelidade e companheirismo para conosco, pois Exu Caveira abomina traição e infidelidade, como, por exemplo, o aborto, isto não é tolerado por mim e todos os que praticam tal ato é então condenado a viver sob as hostes severas de meu mistério. Peça o que quiser com fé, e com fé lhes trarei, pois todos os Exus Caveira são fiéis aos seus médiuns e àqueles que nos procuram.

A falange de Exus Caveira pertence à falange do Grande Tatá Caveira, que é o pai de todos os Exus assentados à esquerda do Divino Omulu, os demais não podem citar, falo apenas do meu mistério, pois dele eu tenho conhecimento e licença para abrir o que acho necessário e básico para o vosso aprendizado, quanto ao mais, busquem com vossos Exus pessoais, que são grandes amigos de seus filhos e certamente saberão orientar com carinho sobre vossas dúvidas. Um último detalhe a ser revelado é que todos os que têm Exu Caveira como Exu de trabalho ou protetor, é porque em algum momento do passado, pecaram contra a criação ou à geração e ambos, protetor e protegido tem alguma correlação com estes atos errôneos de vidas anteriores.Tenham certeza, se seguirem corretamente as orientações, com trabalho e disciplina, o mesmo que sucedeu com meu antigo e grande sumo sacerdote, sucederá com vocês também, porque este é o nosso desejo. Mais a mais, se um Exu de minha falange consegue vencer através de seu médium ou protegido, ele automaticamente alcança o direito de sair do embaixo e galgar os degraus da evolução em outras esferas.

Que o Divino Pai maior possa lhes abençoar e que a Lei Maior e a Justiça Divina lhes dêem as bênçãos de dias melhores.

Com carinho
Senhor Exu Caveira.

José Augusto Barboza



EXU JOÃO CAVEIRA


O Exu João Caveira contou uma de suas vidas passadas.

Disse que na Idade Média, foi um fiel conselheiro de um senhor feudal.

Criada uma situação no feudo de difícil solução, foi solicitada a sua opinião para decidir a questão. Se decidisse de uma forma, agradaria todos os senhores, e de outra forma, faria justiça a todos os desafortunados moradores do lugar.

Para ganhar a simpatia do lado forte, decidiu pela primeira hipótese, mesmo contrariando a sua vontade, que em nenhum momento expressou.

Por causa disso, ganhou um carma enorme, que está resgatando nos terreiros de Quimbanda





EXU JOÃO TATA CAVEIRA

Não pretendo aqui fazer nenhuma propaganda de livros, mas acredito que uma boa leitura espiritual sempre e bem vindo principalmente quando se trata de uma das passagens terrena de uma entidade caveira (João Tatá Caveira).

Para quem se interessa pelo estilo literário romance espírita, o livro A Saga de João Tatá Caveira é uma boa opção de leitura. De acordo com o autor, o médium Márcio Martins, toda a história foi psicografada, sendo ditada pelo próprio protagonista.

Segundo o autor, o livro foi ditado pela entidade João Tatá Caveira.

O livro conta a história de um empresário do ramo de tecidos que viveram no final do século 19. João, então um homem dedicado e bondoso começa a ganhar dinheiro quando permite algumas transações ilegais em seu negócio. Com o passar do tempo, o personagem se entrega a uma vida de vaidades, luxuria e muita corrupção. Porém, a queda de João inicia-se quando ele começa a matar inimigos e a se vingar de quem assassinou seu irmão.

Como toda ação tem uma reação, após a morte, João é atormentado no plano espiritual enquanto tenta descobrir sua missão. Como a corrupção e a ganância pelo poder o acompanham no pós-túmulo, não demora muito para João virar uma entidade das trevas dedicada a destruir lares e arruinar vidas. Nesse ponto, o inferno lhe garante um sobrenome poderoso entre os espíritos malignos: João Tatá Caveira.

O livro é uma narração simples, sem muitos detalhes, o que possibilita uma leitura rápida e leve. Por outro lado, a falta de pormenores pode confundir o leitor quanto à passagem de tempo.


O ponto interessante no livro começa quando o personagem morre, pois descreve muito bem o conflito existente no mundo pós-morte, de acordo com a crença umbandista, sendo um prato cheio para os curiosos ou os interessados nesse assunto.

CAMINHOS DE MARABÔ

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No clarão da lua Exu chegou caminhando na rua (2x)

Exu, Exu os seus caminhos são de paz e de amor...
Exu, Exu os meus caminhos quem protege é Marabô...No
clarão da lua Exu chegou caminhando na rua (2x)

Exu, Exu os seus caminhos são de paz e de amor...
Exu, Exu os meus caminhos quem protege é Marabô...

Como Agradar EXÚ



Veja aqui como é fácil fazer uma oferenda, adimu, comida, agrado, oferecer a Exú. Primeiramente eu sempre falo e repito que se você tem alguém que possa lhe ensinar e orientar como fazer, não se envergonhe em pedir ajuda pois é melhor fazer certo do que ser em vão.

Padê para Exú
Ingredientes para a comida, agrado, adimu, oferenda de Exú:

- 01 pcte. de farinha de milho amarela
- 01 vidro de azeite de dendê
- 01 cebola grande
- 01 bife
- 03 charutos
- 01 caixa de fósforos
- 01 garrafa de aguardente
- 07 pimentas vermelhas


Modo de preparo: Em um alguidar coloque a farinha de milho e um pouco de dendê, com as mãos faça uma farofa bem fofa sempre mentalizando seu pedido. Corte a cebola em rodelas e refogue ligeiramente no dendê, faça o mesmo com o bife. Cubra o padê com as rodelas de cebola e no centro coloque o bife, enfeite com as sete pimentas. Ofereça a Exú o padê não esquecendo dos charutos e da aguardente.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Pomba gira Maria Quitéria


Homenagem á Pomba gira Maria Quitéria  
 realizada no 22-03-2014 

 
Com seus Mistérios, palavras Sinceras jeito e gestos cínico e sarcástico encantam a todos.

A esta Maravilhosa Pomba gira dedico meu Amor, meus Dias, minha Obediência, minha Fé e minha Vida.

Pois até hoje não existiu uma palavra dita por ela que não tenha sido Verdadeira.

Tem um Doce Perfume e Aparece como e quando ela Quer, enfeita meus Caminhos e fez de mim um Grande Aprendiz.


Mulher sem meias palavras, debochada, feiticeira, amiga daqueles que lhe são fiéis e vingativa. Maria Quitéria  é assim, faz parte de sua essência, quem não gosta melhor nem procurá-la, ela é o que é e não vai mudar, mas se precisar dela ela te ajuda !

Rainha soberana das encruzilhadas , não há quem não passe por uma, não há riquezas e tristezas que não fiquem nela. E não há caminhos a onde as encruzilhadas não levem.



Não importa o que faça, não vai conseguir agradar a todo mundo.
Então passe a agradar a si mesmo.
Fazendo isso quem realmente curte sua felicidade, vai curtir junto e quem critica? Bom! Esses você agora mesmo já pode colocá-los em seu devido lugar, que é nada mais e nada menos do que o completo “NADA" e longe de você.
E quem não gostar que se contente, não somos todos iguais.
Muita coisa nos desfere, mais a maior delas são as escolhas, uns escolhem as melhorias e coisas boas da vida e o que é grandioso e outros ao pequeno e mesquinho.
A escolha é sua!

As sombras da ignorância e da maldade, nunca atravessam a luz dos guardiões. 


SALVE  AS  FORÇAS DE MARIA QUITÉRIA











terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Uma grande diferença de Exu para Demônios.

    Sua associação com o diabo era evidente, afinal a Umbanda simplificava o culto dos exus, como "a esquerda" da Umbanda, automaticamente associado a tudo que fosse negativo, nefasto ou diabólico por assim dizer. Os exus então foram no culto de Umbanda colocados como guardiões dos trabalhos mágicos e protetores do Terreiro. Entretanto, para aqueles que permaneceram mais intimamente ligados ao culto de Kimbanda, percebiam que na verdade a exceção do fato de que exu representa uma força mágica e telúrica, ele também está mais próximo do ser humano e mais intimamente ligado aos problemas mundanos, ajudando na busca de soluções, limpezas de fluídos deletérios, quebras de demanda e até mesmo trabalhos de cura espiritual. Sim, exus podem curar com muita propriedade e conhecimento. Claro que o sincretismo religioso católico que atingiu os cultos afro-brasileiros também associaram rapidamente o exu ao diabo e porque não as diversas hostes infernais descritas nos antigos manuscritos ou grimórios da idade média. Pois bem, você não pode estudar a vida dos santos católicos e se dizer um entendido dos Orixás dos cultos em yoruba. Da mesma maneira que Lúcifer não é Exu Lúcifer e Astaroth não é o Exu Rei das 7 Encruzilhadas. Exus não convivem no mesmo plano vibracional que os demônios que nunca tiveram existência física. Logo não podem ser associados a eles. Da mesma maneira que os Bakisi(plural de Nkisi) ou Orixás vibram em outra escala vibracional e, portanto, ligados a um outra plano de existência. É como se por analogia considerássemos o planeta terra como uma cebola, com diversas camadas interpostas. As mais telúricas, mais próximas ao núcleo e as mais prânicas ou solares mais afastadas. Poderíamos até mesmo considerar que um ou outro exu seja versado na Goetia e na Magia Negra e que portanto, conheça a fórmula evocatória de determinado demônio. Mas, consideremos o seguinte, uma vez que os demônios, jamais tiveram existência física, e sua existência obedeça a um plano amoral, pois não estão ligados a nenhuma esfera física, os mesmos por não terem padrões de vícios do ego, podem agir de uma forma mais intensa, porém mais perigosa. Se você tem medos, incertezas, dúvidas, então você será rapidamente consumido pelo demônio que evocar, ao passo que se você tiver suficiente experiência e conhecimento das esferas e planos do oculto, bem como, das formas de energia que o circundam, plano astral, físico, telúrico, então você sendo um iniciado poderá dispor dessas energias como lhe aprouver com grande sucesso. Da mesma maneira que você pode evocar um anjo ou arcanjo protetor, você pode evocar um anjo exterminador. E se tiver o devido embasamento teórico e prático, poderá ter sucesso em seu trabalho mágico. Você não pode dizer que um exu ou um ser humano é mais ou menos evoluído que um demônio, pois estamos tratando de forças primárias, forças primordiais. Um Loa do Vodu não vibra na mesma esfera que um Orixá de Umbanda ou de Candomblé, nem é mais ou menos evoluído. Assim como Marte ou Ares não é mais nem menos evoluído que Ogum ou São Jorge. São coisas distintas, com formas distintas de trabalho. Se você quer realizar uma evocação da goétia então precisará conhecer o trabalho teúrgico ou de Alta Magia. Se você quer se trazer para si um Loa Trevoso da família dos Barões do Cemitério, então você deverá obedecer os fundamentos religiosos ou místicos da religião voduísta. Seria ridículo crer que vamos baixar São Sebastião no terreiro na gira de caboclos, como não vamos baixar Astaroth no corpo de algum médium que seguramente seria destruído por essa força. Os fundamentos do Candomblé são diferentes da Quimbanda e da Umbanda pois estes últimos tratam-se de um culto de eguns, e o candomblé de um culto a divindades ou Orixás.
Enfim, não se pode inventar a roda e nem se fazer as coisas porque achamos bonitinho. Não adianta traçarmos círculos mágicos no chão, tetragrama tons num culto de exus. O resultado de algum, passa a ser nenhum.
Se eu viesse a criar uma nova religião, culto ou o que for, precisaria antes obedecer a determinados critérios de religiões mais primitivas de onde essa nova se originou. Assim foi o catolicismo com relação as religiões pagãs, de onde muito foi absorvido e adaptado.
Mas, só para finalizar esse assunto, gostaria de dizer que não é a religião ou culto em si que é bom ou ruim, melhor ou pior que outro, e sim que o próprio homem é que transforma suas crenças aos moldes do seu gosto no inferno ou no paraíso que desejar. O que é bom para uns, pode não ser bom para outros. As pessoas assim como os planos de existência e entidades, também variam suas faixas vibratórias, culturas, conceitos, etc.
Tudo isso é completamente relevante na escolha de um caminho.

sábado, 7 de setembro de 2013

Exu Marabô

Mojuba, mojubai grande Exu Marabô.

Um dos Exus mais conhecidos por todos os espiritualistas, reconhecido por ser um compadre (apelido para Exu) que realmente realiza os problemas que são tratados com ele, é um "Exu de rua" (Termo que se da aos Exus que tem um trabalho mais voltado a negociações, dinheiro, trabalho e afins), mas também realiza qualquer outro tipo de trabalho, de acordo com a politica do terreiro, do zelador e do Exu chefe daquele terreiro. Todo e qualquer Exu serve a um ou mais Orixás, Marabô ou Baraba (Outro nome dado a está entidade) é um servo de Xango e também de Iemanjá, isso mesmo as Yabas (Orixás do sexo feminino também podem ter Exus e não apenas lebarás ou bombo giras). Algo que infelizmente ocorre em muitos terreiros é muitos médiuns  principalmente os conscientes (que não perdem os sentidos durante o transe da incorporação) é de querer receber esse Exu, só pelo nome, por puro egocentrismo e para se sobreporem sobre os outros médiuns, só que fique bem claro que devemos sempre ter amor pelo Exu que temos e não por outro apenas pela fama que precede o nome, e também o que ocorre é de algum outro Exu dar o seu nome como Marabô mas na verdade ser outro que utiliza o nome dessa falange, porque o que realmente importa é o nome no assentamento dele, o nome em Yourubá, que invoca de verdade está entidade e até mesmo uma terceira situação aonde o Exu é de uma outra linha parecida com a falange de Marabô, porque não existe apenas um Exu Marabô mas sim uma falange de vários espíritos com esse mesmo nome, que tem o trabalho semelhante, e por isso se identifica assim por uma afinidade. Citei esses casos porque este Exu é raríssimo e não é toda pessoa que incorpora ele, são muitos poucos os que tem ele e exercem um bom trabalho.
Gosta de cerveja assim como os demais, entretanto bebe também bom Whisky, gosta de fumar bons charutos, seu assentamento é sempre cheio de muito ferro, mais do que o normal, devido a ligação com a "rua", nas imagens é representado por um homem alto, careca, moreno, envolvo em uma capa e uma calça vermelha, e com uma barba preta, durante a incorporação assume comportamento brincalhão e respeitoso, muito  rigoroso com os acordos feitos, e exige muito de médium que deve ser muito preparado, ter um bom nível de conhecimento, pois não gosta de trabalhos mal feitos ou resolvidos, por isso é tão raro. É um Exu para tudo, quero dizer que trabalha tanto para o bem quanto para o mal, vai do médium, um grande chefe de legião, como cabritos, frangos e galos como os demais Exus, gosta de Padê e todo o tipo de comida dos compadres e  suas cores são o preto e vermelho.

O QUE É UMBANDA ?

O QUE É UMBANDA ? 


Sei que cada um possui seus próprios conceitos sobre o significado da umbanda, mas pretendo apenas expor  alguns deles para enriquecerem nossos conhecimentos.

Segundo a enciclopédia Wikipédia : Umbanda é uma religião formada dentro da cultura religiosa brasileira que sincretiza vários elementos, inclusive de outras religiões como o catolicismo, o espiritismo, as religiões afro-brasileiras e a religiosidade indígena. A palavra umbanda deriva de m'banda, que em quimbundo significa "sacerdote" ou "curandeiro". Os conceitos aqui relatados podem diferir em alguns tópicos por se tratar de uma visão generalista e enciclopédica. Por se tratar de um conjunto religioso com várias ramificações, as informações aqui expostas buscam informar aos leitores da forma mais abrangente possível e sem discriminação ou preconceitos, pois todas as "umbandas" têm suas razões de existir e de serem cultuadas.


Na obra ´´Doutrina e Teologia de Umbanda Sagrada" do mestre Rubens Saraceni a Umbanda é fundamentada pelos espíritos incorporantes que conquistam a mente e o coração das pessoas, por meio do auxílio espiritual.
Por vontade dos seus mentores, a Umbanda incorporou os nomes iorubas das divindades, sua teogonia (conjunto de divindades de um povo), sua teofania (aparição ou revelação da divindade), sua cosmogonia (teoria da fundação do mundo) e sua androgenesia (ciência que estuda o desenvolvimento físico e moral da espécie humana), unificando todo o universo religioso umbandista. 
Temos na Umbanda conhecimentos herdados das muitas nações africanas, os quais podemos verificar até nos nomes das linhas de trabalhos dos pretos-velhos: Congo, Angola, Guiné, Keto, Cambinda, Conga, Mina...
Temos também o conhecimento religioso dos índios. 
Erês - na maioria são seres encantados, manipuladores naturais de energias elementares. Têm o poder de mexer com a psique dos médiuns e descontraí-los, aliviando seus subconscientes dos problemas do dia-a-dia. 
Exu - abre caminho para que este universo magístico se manifeste com segurança.
Diversidade de nomes - um Orixá sendo cultuado por diversos nomes. 
Mais tudo tem sua origem no mistério Trono de Deus!

Sete Tronos de Deus (Mistérios de Deus):

· Trono da Fé; 
· Trono do Amor; 
· Trono do Conhecimento; 
· Trono da Justiça; 
· Trono da Lei; 
· Trono da Evolução; 
· Trono da Geração. 

A cada renovação religiosa e surgimento de uma nova religião, os sete tronos Divinos renovam os nomes dos membros de suas hierarquias, porque aquelas que alcançaram um grau e um poder multidimensional tanto podem ascender para graus celestiais (extraplanetários) quanto podem optar pela humanização do seu mistério individual e fundar uma nova religião na dimensão humana, como podem optar por espiritualizar-se e trazer consigo sua hierarquia pessoal, cujos membros encarnarão e acelerarão a evolução humana. 
Humanizar-se é dar feições humanas às suas qualidades Divinas. 
Espiritualizar-se é nascer para a carne e ascender em espírito aos níveis excelsos da faixa vibratória celestial, na qual atuará com Luminar da Humanidade. (Continua...)

Texto extraído do livro "Doutrina e Teologia de Umbanda Sagrada" de Rubens Saraceni.


Umbanda e uma religião espirita, porque estar fundamentada na manifestação dos espíritos para a caridade. (Caboclo das Sete Encruzilhadas)


Para outros A Umbanda é uma religião, pois tem um conjunto de crenças e doutrina para se explicar as manifestações divinas, a justiça divina, o espírito e sua imortalidade, o ser humano. Enfim é um conjunto de fundamentos e crenças que religam o homem ao sagrado, a Deus. A Umbanda acredita na força da natureza, na força de seus elementos e na sua energia. 

É uma religião brasileira, já que nasceu (ou como querem alguns, renasceu) no Brasil, e tem sob seus fundamentos a essência da história e da cultura brasileira. Foi a manifestação do Caboclo da Sete Encruzilhadas em seu médium Zélio de Moraes em Niterói que marcou oficialmente o início da Umbanda.

Já a Definição Clássica do que é Umbanda, foi aprovada na II CONVENÇÃO NACIONAL DA UMBANDA, realizada pelo CONSELHO NACIONAL DELIBERATIVO DA UMBANDA E DOS CULTOS AFROS - CONDU/RJ, em 25/28 de agosto de 1.978, que é a seguinte: “UMBANDA é uma manifestação Divina, Culto de caráter Místico Religioso, projetado no Plano Astral do Brasil, com fundamento na Caridade. Uma vibração de Amor, trazidas pelas Entidades Espirituais

HISTÓRIA DO EXU TIRIRI

HISTÓRIA DO EXU TIRIRI 

SALVE SR TIRIRI

O texto aqui descrito e de pesquisa de livros e do próprio universo da internet. A história dos Exus Tiriris serão descritas em tópicos abaixo, mas colocarei alguns de suas principais funções que habita em seu mistério.

Como sabemos, existem muitos ( Exu Tiriri ) com suas divisões de acordo com a sua atuação, mas não quer dizer que ele não atue em outros campos, assim como existem exus que recebem suas oferendas em encruzilhadas, principalmente as de terras, o mesmo pode também receber em estradas de ferro, podem solicitar suas oferendas em outros lugares tais como pedreiras, cachoeiras, campo aberto dependendo da sua necessidade de trabalho, pois alguns exus carregam consigo o mistério sétuplos. Exu trabalha com a natureza e a natureza estar em todo o lugar. 

O Mistério do Exu Tiriri atua nas sete irradiações divinas, da mesma forma que os Mistérios "Sete" (Sete Catacumbas, Sete Caveiras, Sete Encruzilhadas, Sete Aços, Sete Trevas, Sete Fogareiro etc.) e, portanto, atua vitalizando a ordem e a retidão nos sete sentidos da vida, abrindo os caminhos daqueles que são merecedores dessa dádiva, podendo realizam Curas de todos os Males vindo a combater todas as Formas de Vingança. Seu poder é sobre a solidão, esperança, planejamento, meditação e saúde. 

Os Guardiões (TIRIRI) atuam nas vibrações dos verbos-função "quebrador", "devolvedor" e "retornador", assim como, são grandes especialistas em demandas e quebra de magias negras. 

Tiriri é considerado o "Senhor da vidência" ou aquele que vê mais além.



EXU TIRIRI DA CALUNGA



O Guardião Tiriri da Calunga e de grande força, atuar em despachar trabalhos nas encruzilhadas, matas, rios, cemitérios etc. Sobre sua caracteristicas físicas apresenta-se com grandes traços orientais, anda de preto, com um gato preto ou um gato sianês, possui cabelos lisos como de japonês preso como rabo de cavalo, possui uma capa preta e vermelha, usa bengala ou um bastão na sua mão. Ele vem na Linha de Oxalá. (Conforme alguns estudiosos).

   

Seu Tiriri é um exu rebelde, de acordo com as "lendas" ele se apaixonou pela filha de um rei, e o mesmo sabendo disto, o aprisionou numa torre!

   

Mesmo sendo rebelde, ele também é um exu bastante sedutor, chama atenção de homens, crianças e hipnotiza as mulheres!

  

Tiriri é considerado o "Senhor da vidência" ou aquele que vê mais além, por isto é um dos mais evocados em casos relacionados com adivinhação através de búzios, principalmente no Candomblé.

  

Dependendo do tipo de Tiriri dependerá do tipo de Pombagira que o acompanha nos trabalhos. A parceira de cada exú se evidencia nas zimbas (pontos riscados), as quais são antigos símbolos, os quais representam o lugar onde vive o exú, seu nome e sua parceira como temas principais, também se podem ler nas mesmas partes da vida terrena deste exú. Os pontos riscados são a firme evidência de que o que está escrito nada pode mudar isto se aplica também ao nome do exú, sua vida, moradia e parceira, nestes cultos os pontos riscados ou firmeza espiritual equivalem a Ifá para os cultos iorubá. Lamentavelmente, nem todos se capacitam no estudo dos símbolos sagrados e por isso muitas vezes somos tidos de que os assentamentos de Exú onde lhe dá nomes que não os pertence ou às vezes de uma parceira que não lhe corresponde. Isto traz como conseqüência que a pessoa que recebe a dita entidade, com o tempo acaba deixando desse templo, para buscar algum onde na realidade reconheça seu nome ou parceira.

  

Escudo Fluídico - Esta entidade obedece à força deste escudo fluídico riscado com pemba roxa com um vértice ou ponta para o cardeal LESTE ou NORTE. O pano sobre o qual deve ser riscado deve ser de cor cinza-clara, cortado em forma triangular. Leva velas ímpares para pedidos de ordem puramente espiritual, ao longo da linha de saída que corta o dito triângulo e para pedido ordem material, com velas pares dentro do triângulo. Aceita álcool ou aguardente em copo de barro e charutos em prato de barro, acesos de lumes para fora, em leque. Aceita qualquer espécie de flores miúdas de tonalidades pardo-escura, etc., junto com galhos de vassourinha-branca por cima e ao redor de sua oferenda. Estas oferendas devem ser feitas às quartas-feiras, entre nove horas e meia-noite, sempre numa encruzilhada de quatro saídas ou caminhos, nos campos, capoeiras, etc., e nunca nas de ruas.

  

Seu poder é: sobre a solidão, esperança, planejamento, meditação e saúde.  




EXU TIRIRI DAS SETE ENCRUZILHADAS



O Exu Tiriri das 7 Encruzilhadas alguns estudioso afirmam que em uma de suas "Lendas" diz que ele viveu na Irlanda no século XVI, como mero camponês, era moço formoso e Humilde, cometeu o grave pecado de se apaixonar por uma bela Jovem, filha do senhor feudal do condado, seu amor impossível, foi causa de sua desgraça, levando-o a masmorra por vários anos, onde convivia com a fome, tortura e todo o tipo de degradação humana.

 

Sua convivência com a Dor, a Peste, a Cólera, a Lepra, a Tuberculose e outros males o fez ao mesmo tempo Caridoso e Revoltado, por tanta Dor e Sofrimento.



Hoje Exu que vem na Linha da Magia Branca, trabalhar para as Curas de todos os Males e combater todas as Formas de Vingança.

 


 
EXU TIRIRI DAS ALMAS
 

Hoje quero falar de um grandioso mistério de Deus, o Mistério Exu Tiriri.
Sem a intenção de estabelecer verdades, mas com a intenção de que cada vez mais possamos cultuá-lo e conhecê-lo.

Os conhecimentos que compartilho, é o pouco do conhecimento que me foram permitidos receber através dos trabalhos espirituais e do contato com esse mistério de Deus.

O Mistério Tiriri é um mistério originado no Trono da esquerda da Lei, trabalhando na vibração de Ogum, portanto sua vibração original é a da vitalização da irradiação da Lei e da Ordem.

Porém, o Mistério Tiriri é um mistério que atua nas sete irradiações divinas, da mesma forma que os Mistérios "Sete" (Sete Catacumbas, Sete Caveiras, Sete Encruzilhadas, etc.) e, portanto, atua vitalizando a ordem e a retidão nos sete sentidos da vida.

Os Guardiões Tiriri atuam, principalmente, nas vibrações dos verbos-função "quebrador", "devolvedor" e "retornador", assim como, em grande parte dos casos são grandes especialistas em demandas e quebra de magias negativas.

Como atuam na esquerda da Lei, atuam também abrindo os caminhos daqueles que são merecedores dessa dádiva.

Muitos espíritos trabalhadores na Umbanda dentro da linha da esquerda carregam em seu nome oculto esse mistério.

Os guardiões que trabalham dentro desse mistério, atuam nos consulentes buscando ordenar seus negativismos, abrindo os caminhos e quebrando demandas quando permitidas pela Lei e, muitas vezes, devolvendo-os aos seus "donos".

Quando Tiriri se apresenta é por que a Lei já ordenou o fim de uma ação negativa.

Os exus que trabalham dentro desse mistério recebem suas oferendas nas encruzilhadas, principalmente as de terra e as das estradas de ferro, mas como mistérios sétuplos, podem solicitar suas oferendas em uma pedreira, cachoeira, campo aberto dependendo da sua necessidade de trabalho.

Salve o Mistério Devolvedor-Retornador de Exu Tiriri.
Salve o Mistério Quebrador de Exu Tiriri.
Salve o Mistério Abridor de Exu Tiriri!

Humildemente me reverencio ao Mistério Exu Tiriri e peço-lhe Sua Benção, Seu Amparo Divino e a Proteção de Todas as Suas Forças.

(Texto retirado da net.)
 


MENSAGEM DO EXU TIRIRI MENINO



Dialogo do livro o Retorno de um adolescente



Vocês têm ligação com o Diabo?



Rindo, seu Tiriri diz:



O mal está dentro de cada um que vive na sua terra. Cabe a vocês distingui-los, trabalhando para combatê-lo. Não adianta você está dentro de uma igreja, centro ou qualquer templo, invocar o nome de Deus, e logo ao sair deste, agir com maldade para com seu semelhante. Muitos na terra seriam Exú, por viverem com o coração cheio de maldades.

Vêem nos pedir para fazer o mal, e eu te pergunto? Quem é o Diabo.



Acho que se deve contar e a fé. A essência que purifica e perfuma o coração dando a vida.

Alguns vivem a nos massacrar, por gostarmos de beber e fumar, quando deveriam verificar o trabalho realizado. Tantos em outros credos não bebem, não fumam, mas enganam e enrolam os humildes e carentes na fé.



Eu tenho certeza que meu trabalho é muito bem feito e copiado por tantos, vocês dificilmente irão ver um espírita criticar e atacar qualquer religião, porque aprendem a respeitar a liberdade de credo.



Antes de se atacar a religião por alguma coisa errada, deve-se procurar ver o caráter de quem a dirige. De falsos pastores a sua terra está cheia, tornando-se o grande inferno.



Somos massacrados por imagens e nomes que são puras palavras.

Pensem:



Quantos na terra receberam de seus pais nomes de santo e agem unicamente a serviço do mal.

A maldade existe não vinda conosco e sim com pessoas impuras e superficiais. Se um médium tem bom coração este jamais irá carregar um espírito sem luz a serviço do mal.

Alguns Dirigentes de credos diferentes, mas obviamente ligados a Deus, criticam se achando os donos da verdade por lerem a palavra de Deus, criticam imagens criadas pela mão do homem se esquecendo que a Bíblia também é feita pela mão do homem e hoje já se encontra dividida por credos, acho que Deus deixou uma única escritura. Será que eles mesmos agem por intermédio dela. Procure observá-los no dia a dia e não somente em dias de reuniões. Será que a palavra de Deus ensina seus filhos a impor ou ridicularizar, mesmo quando foi traído por Judas este sentiu piedade e amor. O perdoando.



Quem sabe estes são impulsionados com fanatismo e por esses espíritos sem luz que dizem vir dos Espíritas Umbandistas, ou do Candomblé.

Os que criticam geralmente passaram pelo espiritismo desejando algo que jamais mereceram.



Hoje enganando vão acumulando seus seguidores vão emprestando bens para impressionar e chamar mais e mais fiéis.



Eu recebo em minha casa várias pessoas também revoltadas e enganadas em seus credos, mais de que adianta brigar quando um dia de tudo tem que se prestar conta.

Espíritas não atacam, são atacados.



Alguns em seus credos atacam julgando-se melhores.

Jesus não atacou e foi castigado.

Quem é quem?



Os espíritas verdadeiros são serenos e evangelizados, não precisam defender-se, já que Deus é nosso juiz, auxiliado pelo nosso supremo advogado – O divino Mestre Jesus Cristo, no tribunal celestial.



Lembrem-se constantemente.

A vida tem seu começo, meio e fim para todos…




Este exú de serventia das Crianças trabalha cortando correntes passionais, de falsidade, traições e vencem demandas que alteram a paz interior; desmancham trabalhos onde se usa animais sacrificados e combatem os quiumbas que queiram se passar por Exu Mirim, fato muito normal em algumas casas de "santo". Seu corpo astral os permite se infiltrar por onde muitos não conseguem, muito respeitados em face de sua aparência, pois realizam verdadeiros "milagres" quando invocados, eu escrevi invocados - COITADOS DAQUELES QUE EVOCAM EXU!






SALVE TODOS TIRIRI (S)